Yakissoba Girl

Um cantinho de reflexões.

O natal da Yakissoba girl

Arquivar em: Reflexões intrapessoais — yakissobagirl at 1:57 pm on Terça-feira, Dezembro 11, 2007

Todo final de ano sempre vejo as mesmas cenas e histórias se repetindo…

 Familiares que não se falam durante o ano e resolvem tudo diante de uma ceia, seja ela simples ou glamourosa. Crianças que passaram o ano na intenção dos presentes de final de ano e por isso se dedicaram mais aos estudos ou a arte da "pesca". Pessoas gastando o 13º e o 14º salário em compras de "final de ano": roupa nova, sapatos novos (um para o natal outro para o reveillon) e lembrancinhas de amigo secreto (ou oculto a depender da região). Por falar em amigo oculto, já inventaram até uma nova modalidade: o "rouba-rouba". Acho que em homenagem ao pessoal que, durante o ano inteiro, pratica essa ação de forma tão "classuda" e milionária.

 E os cinemas? Esses, juntamente com a Sessão da Tarde, estão repletos de estórias que inspiram os ritos consumistas de final de ano. E que venham os CD's que sempre são lançados com músicas antigas e repaginadas, após um lifting musical!

Além disso, tem aquela velha situação: peru não pode faltar, assim dizem os ritos tradicionais. Mas a grana encurtou e veio a nova tradição: o Chester, uma galinha siliconada que todos fazem questão de ter. Isso é: os que podem! Afinal, franguinho assado também é tradição de ceia natalina dos que não têm como comprar essas aves mais nobres.

 Ainda no "espírito natalino", as pessoas compram miniaturas de pinheiros e colocam neles bolas, bichinhos, enfeites variados. Alguns ainda colocam algodão, pois natal tem que ter pinheiro com neve! Meu Deus!!! Logo no Brasil??? Caso Noel existisse realmente, tenho certeza que ele estaria em uma das praias da capital baiana, emplastrado de protetor solar, com os chinelos da moda nos pés (Havaianas), com um óculos escuro de grife e, como a maioria dos gringos que vêm ao Brasil, rodeado de mulheres com micro biquínis.

 Você pode até estar pensando: “Nossa, essa criatura nunca teve natal, nunca ganhou presentes, é uma frustrada”.

Engana-se caro leitor!

As sinalizações que fiz são importantes porque ultimamente adquirimos o péssimo hábito de nos deixar levar pelas veredas do consumismo e acabamos por nos esquecer do principal: A FAMILIA.

Mas estar em família é coisa que parece só ter sentido no natal, quando as pessoas saem de suas casas e numa espécie de “êxodo natalino” dirigem-se para a casa do parente mais próximo – ou mais abastado, ou mais velho, sei lá! – que faça a ceia ou que ceda o espaço de sua casa.  E esse movimento se alastra por quase todos os países do mundo.

Para esse evento é importante estar com uma roupa nova, com aparência de que tudo é perfeito: ter (ou aparentar ter) volta a ser mais importante que o ser… E assim as famílias do mundo dão as mãos e se abraçam, choram de felicidade no momento da ceia, riem até lacrimejar com as brincadeiras depois da ceia, as fotos, as filmagens, etc, etc, etc…

O depois é que realmente me faz pensar… Depois, com a pia cheia de pratos sujos, com pedaços de rabanada esmigalhados no sofá, farofa espalhada no tapete e no chão e umas marcas de dedos engordurados pelas paredes, braço do sofá e cortina, a pergunta que fica no ar: "Quem vai limpar essa XXXXX?"

Se formos analisar, a limpeza não é apenas concreta e material. A limpeza é de alma e de emoções pois, durante as festas de final de ano, muita gente se deprime, muitos querem fingir para si mesmos o que fingem para outras pessoas durante um ano inteiro… A solidão interior que nenhuma festa ou farra consegue sufocar, exterminar.

Esse ano vou repetir o que tenho feito já há alguns anos. Não vou me abraçar com ninguém e pedir perdão, pois durante o ano sempre que eu falhei procurei me redimir, pedir desculpas e me esforcei para não reincidir no erro. Não irei chorar por reencontrar pessoas queridas que não vejo há tempos, pois durante o ano, eu procurei essas pessoas por telefone, e-mail, msn, pessoalmente, e não escondi delas o quanto significam para mim. Não participarei de amigo secreto – nem de amigo oculto, nem do famigerado "rouba-rouba" – porque fiz questão de presentear cada colega, conhecido e amigo, com meu respeito, carinho, dedicação, fidelidade e ética, presentes estes que andam em falta no mercado das relações interpessoais. No momento da ceia, eu com certeza chorarei, não por não ter um peru, franguinho ou o frango turbinado, mas por lembrar das pessoas que não pude ajudar, e que não apenas no final do ano, mas durante o ano inteiro, não têm o que comer…

E se me perguntarem sobre o que meu filho acha disso tudo, eu afirmo que eu não darei presentes para ele  porque ele foi bonzinho ou porque passou de ano; afinal durante o ano inteiro eu dei a ele um presente muito mais importante e precioso: AMOR!

 Que nessa época natalina, os jargões não sejam apenas palavras soltas ao vento, mas que possam ecoar em nossos dia a dia, em nossas emoções, consciência e ações. Que todos tenham um Natal FELIZ, a despeito das festas, a despeito das compras, a despeito da ceia… Porque eu, com certeza, terei um Natal FELIZ, pois não há espaço em mim para um fragmento de ano, mas sim, para uma plenitude de dias, semanas, meses e anos…

Bisbilhotices nipônicas

Arquivar em: Reflexões culinárias — yakissobagirl at 7:39 pm on Quinta-feira, Novembro 8, 2007

Não, hoje não visitei nenhum blog culinário, mas achei uns vídeos interessantes no Youtube.

Vale a pena conferir os vídeos de Hossomaki de salmão e o de Temaki (tradicional). Nham! Nham!

Sei que tem gente que não gosta de comer peixe cru, mas sinceramente é  DE-LI-CI-O-SO!!!

E para aprender a fazer, basta clicar nas imagens abaixo.

Hossomaki de Salmão

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Temaki

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Gaivota.

Arquivar em: Reflexões pedagógicas — yakissobagirl at 6:23 pm on Quinta-feira, Novembro 8, 2007

Vigotsky nos traz a visão de que o indivíduo aprende através da interação com o meio em que vive, necessitando para isso, da colaboração de um adulto como mediador. Wallon tem sua fala voltada para o ser concreto, a diferenciação do Eu e do outro (tembém chamado de "não-eu"), no processo de formação da personalidade do sujeito.

Já para Piaget, a construção do conhecimento se dá em um cíclo contínuo de construção e desconstrução.

Em minha opinião, a construção do conhecimento sempre vem respaldada em exemplos, sejam eles bons ou ruins… Dessa maneira compete a todos os envolvidos, direta ou indiretamente, nesse processo o zelo com a postura e o exemplo que se dá.

Afinal, o exemplo ensina tanto a pessoas quanto a animais.

Gaivota Escocesa.

Bisbilhotice com sabor de saudade!

Arquivar em: Reflexões culinárias — yakissobagirl at 12:01 am on Quinta-feira, Novembro 8, 2007

Eu sei que açúcar em excesso faz mal para muitas coisas, principalmente para as medidas (cintura, quadril, pernas…), mas me deparei com uma receita que me deixou feliz da vida e também com um quê de saudade gostosa…

Sabe aquela saudade que chega de mansinho, sem que ninguém dê muita importância, mas que sutilmente vai ganhando terreno, vai ficando maior, até que explode num olhar perdido no nada, ou um suspiro daqueles bem profundos? Pois é, foi assim que a saudade chegou e foi se instalando.

Mas afinal, saudades de quem?

Ora, da minha bisa, uma nona italiana, pequena, magrinha, de óculos grandes e lentes grossas, dona de um par de olhos azúis que lembravam o céu em dia de verão. Minha nona que fazia as minhas vontades infantis, fossem doces ou salgadas, fáceis ou difíceis.

Foi com ela que aprendi a gostar de ficar na cozinha, de sentir o cheiro dos temperos e a apreciar os sabores sutis ou marcantes, dos molhos que ela fazia.

E ver essa receita, no blog da Itza, me fez recordar dos lanches que comíamos durante as férias em Volta Redonda, interior do Rio de Janeiro.

Ô tempo bom!

E agora, depois de tanto tempo me deparo com essas rosquinhas e como por mágica, basta fechar os olhos para poder  ver a minha bisa, de cabelos presos em um coque, de avental de pano sobre um vestido de cor escura, com um par de meias marrons dentro de chinelinhos de tecido, diante do fogão. Ora rindo ora reclamando das reinanças que eu, meu irmão e meus primos fazíamos.

Mas não foi apenas saudades que a receita me deu, tive uma sensação de grande alegria, porque agora, além de lembrar mais da minha bisa, posso dar a oportundiade ao meu bambino (filho) de conhecer e provar um dos muitos sabores que fizeram parte da minha meninice.

Rosquinhas para o café da tarde

Ingredientes
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) de essência de baunilha
2 ovos
1 xícara (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de maisena
1 xícara (chá) de leite
1 colher (chá) de fermento em pó
Óleo para fritar
Açúcar e canela em pó a gosto para polvilhar

Modo de Preparo
Em uma tigela coloque os ingredientes e misture bem, até que fique uma massa que dê para enrolar. Então sove bem a massa e faça as rosquinhas. Frite em óleo quente por 10 minutos ou até que esteja frita e levemente dourada. Retire do fogo, deixe secar o óleo em papel absorvente e então polvilhe com o açúcar e a canela em pó a gosto.

Fonte: http://culinariamercosul.blogspot.com

Analfabetismo Funcional

Arquivar em: Reflexões pedagógicas — yakissobagirl at 11:34 pm on Quarta-feira, Novembro 7, 2007

“O índice de reprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil, realizado recentemente em São Paulo, atingiu a impressionante marca de 93%. Realizado em duas etapas, sendo a primeira composta por cem testes de múltipla escolha, na qual apenas um em cada dez candidatos superou a medíocre nota de corte de 46 acertos, e a segunda, formada por questões discursivas, nas quais erros crassos de conjugação verbal, ortografia, coesão e coerência textuais, entre outros, foram identificados, tais resultados ilustram com louvor a decadência do ensino em nosso país.

O crescimento do ensino superior na década de noventa é inegável. Foram ampliados a abrangência dos cursos, a oferta de vagas e o número de alunos matriculados. Porém, muita quantidade para pouca qualidade. Estamos formando advogados que desconhecem leis, economistas que não sabem matemática financeira, engenheiros com dificuldades em cálculos estruturais. Pseudoprofissionais que irão cercear a liberdade de um cliente, condenar uma empresa à falência, levar um edifício ao chão.

No anseio de se apresentar estatísticas que denotem evolução no sistema educacional, mediante elevação do número de graduados e redução do número de analfabetos, os indicadores mascaram a realidade dos fatos. Assim, basta escrever o nome para ser incluído na categoria dos alfabetizados, ainda que se tenha um vocabulário restrito a umas poucas palavras. Basta um diploma conquistado mais com o suor do trabalho para se pagar as mensalidades ao longo de alguns anos do que pelo conhecimento adquirido, para ser alçado ao time dos “doutores”.

A gênese de nossos problemas reside no ensino fundamental, para o qual há dotação orçamentária prevista constitucionalmente, embora os recursos cheguem minguados às salas de aulas, pois perdem-se no decorrer dos descaminhos políticos e burocráticos. Falta remuneração adequada aos professores, falta-lhes incentivo à reciclagem profissional, falta rigor no ensino.

A língua portuguesa é violentada a cada frase pronunciada, a cada expressão escrita. Falamos e escrevemos mal porque lemos pouco. Matemática é rotulada como disciplina difícil, produzindo um exército de cidadãos vilipendiados pela indústria dos juros. História é tida como dispensável, cultivando a brevidade da memória política que nos assola, conseqüência da incapacidade de se associar fatos. Inglês é introduzido na grade curricular cada vez mais precocemente, porém a iniciativa é inútil haja vista que a metodologia forma mestres no verbo “to be”, após muitos anos de estudo, quando seria desejável o domínio de um vocabulário mínimo e de capacidade de comunicação.

Nossos atuais conflitos éticos e morais, os eventos políticos, a fragilidade econômica, as desigualdades sociais, a subserviência institucional, a crise de identidade cívica, são filhos bastardos de nossa inépcia em reconhecer a relevância da Educação na construção de um projeto de nação. Pena que dá trabalho pensar, elaborar, trabalhar e esperar vinte anos para ver florescerem as sementes.”

O artigo é de Tom Coelho, professor universitário, escritor e palestrante.

Fonte: JORNAL VIRTUAL PROFISSÃO MESTRE  Profissão Mestre – Ano 5 Nº 42 – 31/10/07

Bisbilhotando a cozinha alheia!

Arquivar em: Reflexões culinárias — yakissobagirl at 7:10 pm on Sexta-feira, Novembro 2, 2007

Minhas incurssões a outros blogs, têm rendido momentos de aprendizado e deleite, especialmente, porque minhas andanças virtuais sempre apontam para os blogs culinários. \O/

Tantas são as receitas apetitosas, que vira e mexe estou na cozinha me arriscando a fazer uma ou outra. E quem agradece é a família. Afinal, deixar no banco de reserva a famosa dupla feijão com arroz, é motivo de alegria para todos.

Dentre os blogs que mais me apetecem, cito: Quiche de macaxeira, Rainhas do Lar, Culinária Mercosul, Semente de Sésamo, Umbigo no Fogão, Winniepetiscos, Cozinha com Tomates… Sei que existem muitos outros, mas esses são as fontes das quais, atualmente, tenho sorvido receitas e idéias para dar um toque diferente  no dia -a – dia Wink

O como o título dessa página diz, fui bisbilhotar o blog da Luna e me deparei com uma receita que, com certeza, estará presente no Chá de mulheres que faremos, no condomínio onde moro.

MUFFINS DE LARANJA COM GOSTAS DE CHOCOLATE

Ingredientes:
210 g (1 e 1/2 xícaras) de farinha de trigo
100 g (1/2 xícara) de açúcar
2 colheres (chá) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal
113 g (1/2 xícara) de manteiga sem sal
120 ml (1/2 xícara) de suco de laranja fresco
3/4 de xícara de gotas de chocolate meio amargo
2 ovos
1 colher (chá) de essência de laranja (ou raspas da casca de 1 laranja)

Pré-aqueça o forno a 190ºC e unte bem 12 forminhas de muffin.
Peneire a farinha, o fermento e o sal numa tigela grande. Adicione o açúcar e as gotas de chocolate e misture.
Derreta a manteiga. Retire do fogo e misture o suco de laranja, os ovos e a essência ou as raspas de laranja. Bata.
Despeje os ingredientes líquidos nos secos e misture rapidamente com um garfo – a massa vai ficar empelotada.
Coloque a massa nas forminhas de muffin e asse por 15-20 minutos ou até que estejam prontos – faça o teste do palito se desejar.

Fonte: Technicolor Kitchen.

Para ver outras receitas de tirar o chapéu, basta visitar o blog da Luna: http://quichedemacaxeira.blogspot.com

Continuarei a visitar outros blogs…

Quem sabe consigo confirmar que, é através da troca de experiências que se aprende mais, melhor e com prazer.

Indecisão

Arquivar em: Reflexões intrapessoais — yakissobagirl at 11:17 am on Quinta-feira, Novembro 1, 2007

Gosto de observar a natureza humana, analisá-la e tentar entender o que estamos fazendo e principalmente, por qual razão o fazemos.

Ultimamente, tenho percebido que muitas pessoas têm apresentado uma indecisão continua e preocupante.

É uma angústia, um dilema, uma sucessão de pequenos questionamentos que só fazem confirmar a incerteza na qual muitos estão. E essa não é em relação a detalhes pequenos, como que filme assistir, ou que sapato usar, mas sim, em escolhas de importância significativa que irão gerar consequências.

Por exemplo?

A escolha da faculdade em que irão cursar a graduação, o curso que farão, se gostam da escolha feita (quando já passaram no vestibular), ou não; escolher uma profissão que traz realização ou a que dá dinheiro…

Ainda há aqueles que concluíram a graduação e não sabem o que fazer nessa nova etapa, questionam-se o que fazer agora: se procuram trabalho na área de formação, se aceitam o trabalho que vier, se fazem uma pós, se arriscam um mestrado… E haja dúvida!

É tudo tão mais simples quando somos crianças, afinal podemos ser tudo ao mesmo tempo, de jardineiro a astronauta, de motorista de caminhão a chef  ou ainda, de médico a professor; mas não dá para viver com a cabeça na lua, e isso é aprendido com certo custo.

Acredito que escolas/colégios e família têm uma parcela de responsabilidade na situação atual, a qual parece querer tragar a maioria dos jovens que, ainda indecisos, saem do Ensino Médio com a tarefa de escolher um curso no qual ele tem quer estar entre os melhores, ou ser o melhor, pois as suas chances de sucesso profissional podem aumentar.

Nosso olhar ainda é para uma existência competitiva, cercada de disputas e individualismo, onde o grupo é mais expressivo que a equipe. Afinal, o grupo é um conjunto de pessoas no qual, cada um tem seus próprios objetivos e interesses, já a equipe é o mesmo conjunto de pessoas, mas que têm como desejam e trabalham para alcançar as metas estipuladas para o sucesso de cada um dos integrantes.

Mas ainda há tempo, para escolher um dos lados da moeda.

Aos que escolhem passar a sua vida em grupos, a caminhada pode ser solitária. Afinal, cada um estará procurando os seus próprios interesses, em uma busca constante de vantagens pessoais e profissionais que agregue algum valor apenas para si mesmo. Alimentando assim, a competitividade.

Já os que optam pela outra face da moeda, neste caso, o lado da equipe, têm a oportunidade de enxergar o outro não como rival, mas sim, como alguém com quem aprender e a quem possa ensinar. Na equipe, as pessoas trocam experiências, crescem juntas e mesmo que o crescimento não ocorra igualmente para todos, o rítmo de cada um é respeitado, e suas conquistas, independente do tamanho que tenham, são festejadas, valorizadas e agregam valor a todos os envolvidos.

E você?

Qual dos lados dessa moeda você escolhe?